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(10/11/2016 10:22h) - Previsão climática para novembro/2016 no Espírito Santo - O mês deve seguir chuvoso na maior parte do estado.

 

Síntese de outubro de 2016

 

Outubro observou menos chuva que o normal na maior parte do norte capixaba e também nas cidades situadas na divisa com o RJ. As demais localidades capixabas tiveram chuva próxima do normal para o mês. As chuvas se concentraram nos primeiros dez dias e na última semana de outubro.

 

A temperatura mínima média esteve mais alta que o normal nas áreas altas do estado, mas se comportou dentro da média nas demais regiões do ES. A temperatura máxima média esteve mais baixa que o normal na metade sul, onde choveu mais, e acima no norte, onde a chuva foi menos abundante.

 

Os mapas de anomalia de algumas variáveis meteorológicas para o mês de outubro podem ser acessados nos submenus dos menus "Clima" e "Agrometeorologia", na página inicial deste site.

 

Mês de novembro: condições normais no ES, expectativa do MCTI e previsão mensal do Incaper

 

Novembro marca o estabelecimento do período chuvoso no Espírito Santo. Em poucas palavras, o mês apresenta chuvas regulares em todas as regiões do estado, sendo que quase toda a chuva esperada para o mês normalmente se concentra em poucos dias. Em alguns trechos das áreas altas da Região Sul e Serrana, a altura de chuva acumulada chega a ultrapassar os 250 mm. O extremo sudeste e boa parte do Noroeste e extremo norte normalmente acumulam entre 150 e 200 mm. As demais áreas do estado observam valores que variam de 200 a 250 mm. Veja o mapa de chuva média mensal acumulada para novembro clicando aqui.

 

Em novembro, as temperaturas sobem um pouco em relação ao mês de outubro, apresentando um aumento de mais ou menos 1-2 °C, em média.

 

A previsão climática por consenso para o trimestre novembro-dezembro-janeiro de 2016-2017 (NDJ/2016-2017) elaborada pelo Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (GTPCS/MCTIC), com a colaboração de meteorologistas do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) e Centros Estaduais de Meteorologia, baseia-se na análise diagnóstica das condições oceânicas e atmosféricas globais e nos prognósticos de modelos dinâmicos e estatísticos de previsão climática sazonal.

 

De acordo com essa previsão, que foi realizada no final de outubro, na maior parte do Brasil, a distribuição de probabilidade de chuva deve ser a mesma para as três categorias oriundas da metodologia utilizada na previsão, que são "acima", "abaixo" e "dentro da média" climatológica (figura 1). A equipe de previsão climática do MCTI chegou a esta conclusão devido à baixa previsibilidade dos modelos matemáticos de previsão climática para estas áreas do país.

 

O mesmo não ocorre para a previsão por consenso de temperatura, que indica temperaturas mais altas que o normal na maior parte do Brasil. Para a Região Sudeste, especificamente, a previsão é a seguinte:

 


Chuva - A previsão indica baixa previsibilidade, com igual probabilidade para as três categorias
Temperatura - Normal a acima da normal climatológica em toda a Região

 

Figura 1 - Previsão probabilística (em tercis) por consenso do total de chuva no período de novembro de 2016 a janeiro de 2017. Fonte: GTPCS/MCTI.

 

Tomando por base essa previsão do MCTI e sua própria análise para o Espírito Santo, a equipe do Sistema de Informações Meteorológicas do Incaper observou algumas inconsistências/divergências entre os modelos de previsão de clima (baixa destreza na previsão para o Espírito Santo), situação notada para grande parte do Brasil.

 

Ainda assim, foi decidido que a previsão é de maior chance de chuva dentro do normal ou acima do normal no estado durante o mês de novembro, lembrando que o mês marca o estabelecimento do período chuvoso, normalmente apresentando uma grande concentração de chuva em poucos dias. Quanto às temperaturas, a previsão é de que novembro seja marcado por temperatura dentro do normal ou abaixo do normal em todo o Espírito Santo.

 

De acordo com o GTPCS/MCTI, "os campos oceânicos e atmosféricos destacaram a manutenção da condição de neutralidade do fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS), porém com moderado aumento do resfriamento das águas superficiais na porção oeste do Pacífico Equatorial entre setembro e outubro. O aumento da atividade convectiva na região da Indonésia e norte da Austrália e o Índice de Oscilação Sul (IOS), que atingiu o maior valor positivo (1.2) dos últimos cinco meses, também indicaram ligeiro acoplamento entre o oceano e a atmosfera". Pesquisas sérias feitas sobre o fenômeno ENOS não mostraram relação entre o fenômeno e mudanças no regime de chuva na Região Sudeste do Brasil. Os estudos apenas constataram que a temperatura fica mais alta (baixa) na fase quente (fria) do ENOS na região mencionada, isso, em épocas distintas do ano.

 

A previsão climática apenas aponta tendências para um determinado período (um mês, uma estação), focando na qualidade do regime de chuva e anomalias de temperatura. Eventos extremos de chuva, vento, frio ou calor só podem ser previstos com alguns dias de antencedência ou, dependendo de sua intensidade/deslocamento, poucas horas ou minutos. A atualização da previsão de temperatura e tempo, assim como avisos meteorológicos especiais, quando é o caso, podem ser acessados em nossa página inicial:

 

http://hidrometeorologia.incaper.es.gov.br

 

(30/09/2016 16:16h) - Previsão climática para outubro/2016 no Espírito Santo - Assim como ocorreu em agosto, setembro foi mais seco e quente que o normal em praticamente todo o estado.

 

Síntese de setembro de 2016

 

Assim como julho/2016 e agosto/2016, setembro de 2016 também apresentou temperaturas ligeiramente acima do normal no Espírito Santo, uma vez que as 4 frentes frias que influenciaram as condições de tempo durante alguns dias chegaram sem força ao estado.

 

Linhas de instabilidade que se formaram um pouco antes da passagem de três dessas frentes, pelo menos, conseguiram provocar pancadas de chuva razoavelmente significativas em alguns trechos da Região Sul, Serrana e até em alguns pontos do sul da Região Noroeste. Ainda assim, a chuva acumulada no máximo alcançou a marca do valor médio para o mês.

 

Os mapas de anomalia de algumas variáveis meteorológicas para o mês de setembro poderão ser acessados ainda na primeira semana de outubro nos submenus dos menus "Clima" e "Agrometeorologia", na página inicial deste site.

 

Mês de outubro: condições normais no ES, expectativa do MCTI e previsão mensal do Incaper

 

Outubro marca a transição entre o período seco e o chuvoso no Espírito Santo. Em poucas palavras, o mês é marcado por mudanças de tempo a cada semana, com uma distribuição de chuva interanual muito variável. Algumas áreas da metade sul do estado registram acumulados de chuva da ordem de 120-150 mm. O setor noroeste do estado e o vale do Itabapoana (divisa com o RJ) acumulam menos de 90 mm. As demais áreas do estado acumulam entre 90 e 120 mm. Veja o mapa de chuva média mensal acumulada para outubro clicando aqui.

 

Em outubro, as temperaturas sobem um pouco em relação ao mês de setembro, apresentando um aumento de mais ou menos 2 °C, em média. Apenas a Grande Vitória e a Região Nordeste que observam um aumento um pouco menor em relação a setembro (cerca de 1 °C).

 

A previsão climática por consenso para o trimestre outubro-novembro-dezembro de 2016 (OND/2016) elaborada pelo Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (GTPCS/MCTIC), com a colaboração de meteorologistas do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) e Centros Estaduais de Meteorologia, baseia-se na análise diagnóstica das condições oceânicas e atmosféricas globais e nos prognósticos de modelos dinâmicos e estatísticos de previsão climática sazonal.

 

De acordo com essa previsão, que foi realizada no dia 26 de setembro de 2016, na maior parte do Brasil, a distribuição de probabilidade de chuva deve ser a mesma para as três categorias oriundas da metodologia utilizada na previsão, que são "acima", "abaixo" e "dentro da média" climatológica (figura 1). A equipe de previsão climática do MCTI chegou a esta conclusão devido à baixa previsibilidade dos modelos matemáticos de previsão climática para estas áreas do país.

 

O mesmo não ocorre para a previsão por consenso de temperatura, que indica temperaturas mais altas que o normal na maior parte do Brasil. Para a Região Sudeste, especificamente, a previsão é a seguinte:

 


Chuva - A previsão indica baixa previsibilidade, com igual probabilidade para as três categorias.
Temperatura - Normal a acima da normal climatológica em toda a Região

 

Figura 1 - Previsão probabilística (em tercis) por consenso do total de chuva no período de outubro a dezembro de 2016. Fonte: GTPCS/MCTI.

 

Tomando por base essa previsão do MCTI e sua própria análise para o Espírito Santo, a equipe do Sistema de Informações Meteorológicas do Incaper observou algumas inconsistências/divergências entre os modelos de previsão de clima (baixa destreza na previsão para o Espírito Santo), situação notada para grande parte do Brasil.

 

Ainda assim, foi decidido que a previsão é de maior chance de chuva dentro do normal no estado durante o mês de outubro, lembrando que outubro marca a transição entre o período seco e o chuvoso (estação "pré-chuvosa), ou seja, esta época do ano sofre uma grande variabilidade interanual no tocante à qualidade (distribuição espaço-temporal) e quantidade de chuva. Quanto às temperaturas, a previsão é de que outubro tenha temperatura um pouco acima do normal em todo o Espírito Santo.

 

De acordo com o GTPCS/MCTI, "a análise dos campos oceânicos e atmosféricos para a região do Pacífico Equatorial mostrou diminuição da área de resfriamento anômalo das águas superficiais, bem como o relaxamento dos ventos nesta mesma área, no decorrer de agosto de 2016. Com este padrão oceânico e atmosférico, o fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS) permanece numa situação de neutralidade, diminuindo as chances de estabelecimento da condição de La Niña."

 

A previsão climática apenas aponta tendências para um determinado período (um mês, uma estação), focando na qualidade do regime de chuva e anomalias de temperatura. Eventos extremos de chuva, vento, frio ou calor só podem ser previstos com alguns dias de antencedência ou, dependendo de sua intensidade/deslocamento, poucas horas ou minutos. A atualização da previsão de temperatura e tempo, assim como avisos meteorológicos especiais, quando é o caso, podem ser acessados em nossa página inicial:

 

http://hidrometeorologia.incaper.es.gov.br

 

(30/08/2016 16:38h) - Previsão climática para setembro/2016 no Espírito Santo e vislumbre do trimestre setembro-outubro-novembro - Agosto foi mais seco e quente que o normal em praticamente todo o estado.

 

Sobre agosto de 2016

 

Seguindo o padrão observado em julho/2016, o mês de agosto/2016 apresentou temperaturas ligeiramente acima do normal no Espírito Santo, mesmo com a passagem de 3 frentes frias ao longo do mês (a média de passagem do sistema em agosto no estado é de 2 frentes frias). Uma dessas frentes semi-estacionou, sendo a única a provocar chuvas um pouco mais significativas, só que restritas ao sudeste do estado. De maneira geral, as frentes frias e as massas de ar frio que as acompanharam não impediram que a temperatura se elevasse rapidamente depois de poucos dias. A Região Sul chegou a registrar mais de 2 °C de anomalia positiva nas temperaturas máximas, por exemplo.

 

Quanto às chuvas, agosto de 2016 vai terminando com desvios negativos em praticamente todo o Espírito Santo. O sudeste do estado foi a área capixaba que mais recebeu chuva no mês. Ainda assim, a quantidade observada mal corresponde à metade do esperado.

 

Os mapas de anomalia de algumas variáveis meteorológicas para o mês de agosto poderão ser acessados ainda na primeira semana de setembro nos submenus dos menus "Clima" e "Agrometeorologia", na página inicial deste site.

 

Setembro: condições normais no ES, expectativa do Incaper para o mês e previsão trimestral do MCTI

 

Setembro ainda faz parte do período seco no Espírito Santo. Os setores sul e sudeste do estado são aqueles que registram os maiores acumulados de chuva do mês. Ainda assim, a precipitação observada nestas áreas não é expressiva, ficando em torno dos 60 mm, de maneira geral. A região que mais recebe chuvas em setembro é a vizinhança de Alfredo Chaves, que começa a ser influenciada pelas pancadas de chuva verspertinas (veja o mapa clicando aqui). No entanto, os valores de precipitação nessa área correspondem a apenas 60-90 mm.

 

Em setembro, as temperaturas sobem um pouco em relação ao mês de agosto, apresentando um aumento de mais ou menos 2 °C, em média. A primavera astronômica terá início no dia 22 de setembro.

 

A previsão climática por consenso para o trimestre setembro-outubro-novembro de 2016 (SON/2016) elaborada pelo Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (GTPCS/MCTIC), com a colaboração de meteorologistas do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) e Centros Estaduais de Meteorologia, baseia-se na análise diagnóstica das condições oceânicas e atmosféricas globais e nos prognósticos de modelos dinâmicos e estatísticos de previsão climática sazonal.

 

De acordo com essa previsão, que foi realizada no dia 25 de agosto de 2016, na maior parte do Brasil, a distribuição de probabilidade de chuva deve ser a mesma para as três categorias oriundas da metodologia utilizada na previsão, que são "acima", "abaixo" e "dentro da média" climatológica (figura 1). A equipe de previsão climática do MCTI chegou a esta conclusão devido à baixa previsibilidade dos modelos matemáticos de previsão climática para estas áreas do país.

 

O mesmo não ocorre para a previsão por consenso de temperatura, que indica temperaturas mais altas que o normal na maior parte do Brasil. Para a Região Sudeste, especificamente, a previsão é a seguinte:

 


Chuva - Igual probabilidade para as três categorias na maior parte da Região, mas com chuva acima do normal em São Paulo
Temperatura - Normal a acima da normal climatológica em toda a Região (normal ou um pouco acima do normal em SP)

 

Figura 1 - Previsão probabilística (em tercis) por consenso do total de chuva no período de setembro a novembro de 2016. Fonte: GTPCS/MCTI.

 

Tomando por base essa previsão do MCTI e sua própria análise para o Espírito Santo, a equipe do Sistema de Informações Meteorológicas do Incaper observou menos inconsistências/divergências entre os modelos de previsão de clima (baixa destreza na previsão para o Espírito Santo) que nos meses anteriores.

 

Sendo assim, foi decidido que a previsão é de maior chance de chuva dentro do normal ou abaixo do normal no estado no mês de setembro, lembrando que setembro faz parte do período seco, ou seja, mesmo que a chuva fique dentro do normal, esta não deve ser significativa quando comparada às chuvas do período chuvoso. Quanto às temperaturas, a previsão é de que setembro tenha temperatura acima do normal em todo o Espírito Santo. Para outubro, que marca a transição entre o período seco e o chuvoso, o Sistema de Informações Meteorológicas do Incaper prevê que a chuva se comporte dentro do normal no Espírito Santo, mas com tendência de temperatura normal ou acima do normal. Por ora, a previsão para novembro aponta chuvas acima do normal e temperaturas dentro do normal no estado.

 

De acordo com o GTPCS/MCTI, as atuais condições oceânicas e atmosféricas no Oceano Pacífico Equatorial mostram uma situação de neutralidade no que se refere ao fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS), agora em transição para um fraco episódio de La Niña. No ES, o fenômeno não exerce influência direta no regime de chuvas, mas normalmente deixa as temperaturas mais baixas que o normal no verão.

 

A previsão climática apenas aponta tendências para um determinado período (um mês, uma estação), focando na qualidade do regime de chuva e anomalias de temperatura. Eventos extremos de chuva, vento, frio ou calor só podem ser previstos com alguns dias de antencedência ou, dependendo de sua intensidade/deslocamento, poucas horas ou minutos. A atualização da previsão de temperatura e tempo, assim como avisos meteorológicos especiais, quando é o caso, podem ser acessados em nossa página inicial:

 

http://hidrometeorologia.incaper.es.gov.br

 

(03/08/2016 15:20h) - Previsão climática para agosto/2016 no Espírito Santo - Julho teve temperaturas ligeiramente acima do normal e chuvas abaixo do normal na maior parte do estado.

 

Um pouco sobre julho de 2016

 

O mês de julho apresentou temperaturas máximas e mínimas ligeiramente acima do normal, mesmo com a passagem de quatro frentes frias ao longo do mês. Tais frentes foram fracas, de maneira geral, fazendo com que a temperatura máxima se elevasse rapidamente depois de poucos dias. As temperaturas mínimas só caíram um pouco mais, e durante mais dias consecutivos, no avanço da primeira massa de ar frio, que acompanhou a primeira frente. Alguns trechos bem elevados da Região Serrana voltaram a registrar geada fraca. Ainda assim, estas áreas elevadas do estado ainda tiveram uma anomalia positiva de temperatura, no fechamento do mês.

 

Em relação às chuvas, julho de 2016 encerrou com desvios negativos na maior parte do estado (desvio de -50% ou menos na maior parte do estado). Apenas alguns trechos da Grande Vitória e extremo sul da Região Nordeste fecharam o mês com precipitação acima do esperado.

 

Os mapas de anomalia do mês de julho e meses anteriores podem ser acessados nos submenus dos menus "Clima" e "Agrometeorologia", na página inicial deste site.

 

Previsão trimestral do MCTI e expectativa do Incaper para agosto

 

Agosto faz parte do período seco no Espírito Santo. A Grande Vitória e as cidades da Serrana que fazem divisa com a Grande Vitória recebem entre 60 e 90 mm de chuva durante esse mês. A Região Nordeste acumula entre 45 e 60 mm, em sua maior parte, no mês de agosto. Já as demais áreas do estado acumulam menos que 45 mm. Assim como acontece durante todo o período seco, a região que mais recebe chuvas em agosto é a Grande Vitória e os municípios vizinhos desta (veja o mapa clicando aqui), mas os valores correspondem a apenas um terço do acumulado de precipitação observado num mês do período chuvoso, para termos de comparação.

 

Em agosto, as temperaturas sobem um pouco em relação ao mês de julho, que é o mês mais frio do ano no Espírito Santo. As temperaturas ficam cerca de 2 °C mais altas, em média, em relação ao mês de julho.

 

A previsão climática por consenso para o trimestre agosto-setembro-outubro de 2016 (ASO/2016) elaborada pelo Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (GTPCS/MCTIC), com a colaboração de meteorologistas do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) e Centros Estaduais de Meteorologia, baseia-se na análise diagnóstica das condições oceânicas e atmosféricas globais e nos prognósticos de modelos dinâmicos e estatísticos de previsão climática sazonal.

 

De acordo com essa previsão, que foi realizada no dia 27 de julho de 2016, na maior parte do Brasil, a distribuição de probabilidade de chuva deve ser a mesma para as três categorias oriundas da metodologia utilizada na previsão, que são "acima", "abaixo" e "dentro da média" climatológica (figura 1). A equipe de previsão climática do MCTI chegou a esta conclusão devido à baixa previsibilidade dos modelos matemáticos de previsão climática para estas áreas do país.

 

A previsão por consenso indica temperaturas mais altas que o normal na maior parte do Brasil. Para a Região Sudeste, especificamente, a previsão é a seguinte:

 


Chuva - Igual probabilidade para as três categorias
Temperatura - Normal a acima da normal climatológica em toda a Região

 

Figura 1 - Previsão probabilística (em tercis) por consenso do total de chuva no período de agosto a outubro de 2016. Fonte: GTPCS/MCTI.

 

Tomando por base essa previsão do MCTI e sua própria análise para o Espírito Santo, a equipe do Sistema de Informações Meteorológicas do Incaper observou algumas inconsistências/divergências entre os modelos de previsão de clima (baixa destreza na previsão para o Espírito Santo).

 

Ainda assim, a previsão é de maior chance de chuva abaixo do normal no oeste do estado e maior chance de chuvas dentro do normal no leste capixaba no mês de agosto, lembrando que tal mês faz parte do período seco, ou seja, mesmo que a chuva fique dentro do normal, esta não deve ser significativa quando comparada às chuvas do período chuvoso. Quanto às temperaturas, a previsão é de que estas se enquadrem dentro da faixa normal ou um pouco acima do normal em todo o Espírito Santo. A maior parte da chuva que vai cair durante o mês deve ser causada pela "instabilidade marítima", após a passagem das frentes frias (tecnicamente, essa instabilidade trata-se das bandas de nebulosidade associadas aos ventos de sudeste ligados à borda noroeste dos anticiclones migratórios, reforçadas pela disposição da costa sudeste capixaba, que é perpendicular ao vento de sudeste).

 

De acordo com o GTPCS/MCTI, é importante mencionar que "as condições oceânicas e atmosféricas mostram uma situação de neutralidade na região equatorial do Oceano Pacífico, no que se refere ao fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS), com o declínio do Índice Oceânico Niño (ONI) para 0,7 °C no trimestre (AMJ) e uma transição para a condição de La Niña no último mês". No ES, o fenômeno não exerce influência direta no regime de chuvas, mas normalmente deixa as temperaturas mais baixas que o normal no verão.

 

A previsão climática apenas aponta tendências para um determinado período (um mês, uma estação), focando na qualidade do regime de chuva e anomalias de temperatura. Eventos extremos de chuva, vento, frio ou calor só podem ser previstos com alguns dias de antencedência ou, dependendo de sua intensidade/deslocamento, poucas horas ou minutos. A atualização da previsão de temperatura e tempo, assim como avisos meteorológicos especiais, quando é o caso, podem ser acessados em nossa página inicial:

 

http://hidrometeorologia.incaper.es.gov.br

 

(12/07/2016 10:13h) - Tendências para julho e previsão climática para o inverno no Espírito Santo - Junho foi frio na metade sul e quente no norte, mas com chuvas acima do normal.

 

Junho e o fim do outono

 

O mês de junho foi mais frio que o normal na metade sul, em média, e mais quente que o normal em parte do norte do estado, sobretudo por causa das temperaturas máximas, que estiveram mais baixas no setor sul e mais altas no setor norte capixaba. De maneira geral, o outono (abril, maio e junho) foi mais quente que o normal na metade norte do estado e observou temperaturas próximas do normal na metade sul.

 

Em relação às chuvas, o outono terminou mais seco que o normal, com maiores desvios relativos na metade norte.

 

Previsão trimestral do MCTI e expectativa do Incaper para julho e estação do inverno

 

Julho faz parte do período seco no estado. Se dividirmos o estado em duas partes mais ou menos iguais, no sentido leste-oeste, podemos dizer que a faixa leste recebe entre 60 e 90 mm de chuva durante esse mês, enquanto o lado oeste não recebe mais que 30 mm. Assim como acontece durante todo o período seco, a região que mais recebe chuvas em julho é a Grande Vitória e os municípios vizinhos desta (veja o mapa clicando aqui), mas os valores correspondem a apenas um terço do acumulado de precipitação observado num mês do período chuvoso, para termos de comparação.

 

Julho é o mês mais frio do ano no Espírito Santo. As temperaturas ficam cerca de 2 °C mais baixas, em média, em relação ao mês de junho.

 

No estado do Espírito Santo, os meses de julho, agosto e setembro, que compreendem o período da estação, são os meses mais secos e frios do ano (veja o mapa clicando aqui). O principal sistema meteorológico de atuação são as frentes frias, acompanhadas de massas de ar polar mais intensas que nas demais épocas do ano. Estes sistemas provocam a diminuição das temperaturas com a sua passagem. Outra característica da estação são as constantes inversões térmicas e a ocorrência de nevoeiros, principalmente na Região Serrana, que costumam acontecer entre a noite e o início da manhã, causados pela umidade relativa do ar elevada, grande resfriamento da superfície e ar estável, quase sem vento. No período da tarde, a umidade relativa tende a diminuir longe do litoral, algumas vezes atingindo valores críticos (abaixo dos 20%). Os baixos valores de umidade relativa são prejudiciais à saúde e, associados ao baixo índice pluviométrico da estação, favorecem a ocorrência de incêndios.

 

 

A previsão climática por consenso para o trimestre julho-agosto-setembro de 2016 (JAS/2016) elaborada pelo Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (GTPCS/MCTI), com a colaboração de meteorologistas do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) e Centros Estaduais de Meteorologia, baseia-se na análise diagnóstica das condições oceânicas e atmosféricas globais e nos prognósticos de modelos dinâmicos e estatísticos de previsão climática sazonal.

 

De acordo com essa previsão, que foi realizada no dia 28 de junho de 2016, na maior parte das Regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, incluindo o Espírito Santo, a distribuição de probabilidade de chuva deve ser a mesma para as três categorias oriundas da metodologia utilizada na previsão, que são "acima", "abaixo" e "dentro da média" climatológica (figura 1). A equipe de previsão climática do MCTI chegou a esta conclusão devido à baixa previsibilidade dos modelos matemáticos de previsão climática para estas áreas do país.

 

A previsão por consenso indica temperaturas mais altas que o normal na maior parte do Brasil, mais uma vez. Para a Região Sudeste, especificamente, a previsão é a seguinte:

 


Chuva - Igual probabilidade para as três categorias
Temperatura - Normal a acima da normal climatológica em toda a Região

 

Figura 1 - Previsão probabilística (em tercis) por consenso do total de chuva no período de julho a setembro de 2016. Fonte: GTPCS/MCTI.

 

Tomando por base essa previsão do MCTI e sua própria análise para o Espírito Santo, a equipe do Sistema de Informações Meteorológicas do Incaper observou algumas inconsistências/divergências entre os modelos de previsão de clima (baixa destreza na previsão para o Espírito Santo). Contudo, em sua maioria, os modelos convergem para a previsão de chuva próxima à climatologia no Espírito Santo durante o mês de julho e também ao longo de agosto e setembro. Ainda assim, a destreza dos modelos, ou seja, a habilidade deles em prever as condições climáticas para esta época do ano, não é alta para o Espírito Santo, em específico. Isso implica numa baixa previsibilidade em relação à qualidade do regime de chuvas esperada para o próximo trimestre (JAS/2016).

 

Espera-se que julho tenha chuvas dentro do normal na maior parte do estado, lembrando que tal mês faz parte do período seco, ou seja, mesmo que a chuva fique dentro do normal, esta não deve ser significativa quando comparada às chuvas do período chuvoso. Quanto às temperaturas, a previsão é de que estas se enquadrem dentro da faixa normal no Espírito Santo. A previsão de média prazo indica que uma frente fria avança pelo estado na segunda quinzena deste mês, derrubando as temperaturas. A maior parte da chuva que vai cair durante o mês deve ser causada pelos ventos marítimos, após a passagem da frente (tecnicamente, bandas de nebulosidade associadas à borda noroeste do anticiclone migratório).

 

Por ora, é provável que tenhamos menos incursões de ar frio sobre o Espírito Santo ao longo do inverno. No entanto, a instabilidade marítima deve compensar a possível falta de chuvas oriunda de frentes frias, além de normalizarem a temperatura média ao atuarem no sentido de diminuir as temperaturas máximas, neutralizando as anomalias. Sendo assim, a previsão climática do Sistema de Informações Meteorológicas do Incaper para o inverno (JAS/2016) como um todo também é esta, ou seja, chuva e temperatura dentro do normal em praticamente todo o estado, ainda que um mês ou outro apresente alguma anomalia leve no regime de chuvas ou nas temperaturas.

 

De acordo com o GTPCS/MCTI, é importante mencionar que as anomalias negativas da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) na faixa equatorial do Oceano Pacífico, associada à propagação para leste de águas subsuperficiais anomalamente frias, indicam a tendência de desenvolvimento do fenômeno La Niña, ainda que com fraca intensidade. No ES, o fenômeno não exerce influência direta no regime de chuvas, mas normalmente deixa as temperaturas mais baixas que o normal.

 

A previsão climática apenas aponta tendências para um determinado período (um mês, uma estação), focando na qualidade do regime de chuva e anomalias de temperatura. Eventos extremos de chuva, vento, frio ou calor só podem ser previstos com alguns dias de antencedência ou, dependendo de sua intensidade/deslocamento, poucas horas ou minutos. A atualização da previsão de temperatura e tempo, assim como avisos meteorológicos especiais, quando é o caso, podem ser acessados em nossa página inicial:

 

http://hidrometeorologia.incaper.es.gov.br

 

(09/06/2016 10:10h) - Chuva no oeste serrano e no sul da Região Noroeste do estado - A chuva não foi volumosa, mas voltou a cair depois de praticamente um mês em algumas cidades.

 

Chuva da noite de ontem e madrugada de hoje

 

Depois de praticamente um mês sem chuva significativa nas redondezas de Afonso Cláudio (oeste da Região Serrana) e no sul da Região Noroeste (redondezas de Baixo Guandu, Laranja da Terra, Itarana e Itaguaçu), chuvas rápidas resultaram em um acumulado de até 27 mm em alguns trechos dessas regiões entre a noite de ontem (08) e o início desta quinta-feira (09). Esse valor de chuva é muito pequeno e não resolve a situação de deficiência hídrica prolongada nesta área do estado, mas dá um pouco de vida às pastagens e algumas culturas, pelo menos, que dificilmente recebem alguma chuva em junho.

 

Uma frente-semi estacionária tem provocado chuvas ocasionais na metade sul do estado e no sul das Regiões Nordeste e Noroeste, também trazendo diminuição da temperatura, que estava muito alta em todo o norte capixaba e oeste serrano.

 

 

Chuva acumulada entre 08 e 09 de junho (até as 09:50h) de 2016 no ES (mm). Fonte: Cemaden.

 

Se somarmos os valores da chuva da noite de ontem com os valores de chuva de hoje (até as 9h), o acumulado foi de 5,4 em Baixo Guandu, 16 mm em Itaguaçu, 20 mm em Itarana, entre 11 e 23 mm em Afonso Cláudio, 21 mm em São Roque do Canaã e entre 15 e 27 mm em Laranja da Terra, que foi onde mais choveu na região. Lembrando que estas cidades vêm sendo muito castigadas pela falta de chuva. Os dados são do Incaper, do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden).

 

A chuva acumulou entre 4 e 6 mm da região de Colatina até Aracruz. Foram entre 5 e 16 mm na Grande Vitória e entre 4 e 22 mm na Região Sul e demais áreas da Serrana. Não choveu ao norte do Rio Doce, até o momento.

 

 

Previsão

 

Infelizmente, a previsão é de pouca chuva. Ela continua fraca na metade sul capixaba e há apenas previsão de chuviscos nas cidades situadas ao norte do vale do rio Doce. Amanhã (10), pode chuviscar em algumas áreas do Espírito Santo. A temperatura segue amena. Há previsão de agitação marítima em algumas praias do Espírito Santo entre o fim do dia 11 e o dia 14, por causa do avanço de um ciclone extratropical em alto-mar.

 

Recordes de madrugada mais fria do ano estão previstos para a semana que vem, especialmente nas áreas mais altas do estado, existindo até chance de geada ao amanhecer em alguns pontos elevados.

 

Como essa previsão ainda é preliminar, recomendamos o acompanhamento da atualização da previsão de temperatura e tempo, bem como avisos meteorológicos especiais, quando é o caso, em nossa página inicial:

 

http://hidrometeorologia.incaper.es.gov.br

 

(07/06/2016 17:00h) - Recorde de calor no extremo norte capixaba - A temperatura subiu muito perto da Bahia por causa da aproximação de uma frente fria. O sistema provoca mudança brusca de temperatura durante os próximos dias.

 

Calor intenso no estado

 

Nada típico para esta época do ano, calor extremo foi observado nas áreas capixabas mais próximas à divisa com a Bahia, nesta tarde de terça-feira (07). Também fez muito calor no oeste da Região Serrana e divisa com Minas Gerais. A temperatura subiu muito por causa dos ventos de noroeste/oeste forçados pelo reposicionamento do anticiclone subtropical, que está dando lugar à frente fria. O avanço dela provocou diminuição do calor no sudeste do estado, incluindo a Grande Vitória, por outro lado.

 

Previsão numérica de temperatura a 2 m para o dia 13/06/2016 às 6h da manhã no ES (°C).

 

A única estação meteorológica que registrou recorde foi São Mateus, com temperatura máxima de 37 °C. Esse valor bateu o recorde anterior, que era de 36 °C, observado em janeiro. Contudo, outras estações marcaram temperaturas muito altas, mas não superaram os recordes de janeiro: Pinheiros teve máxima de 39,5 °C e Mucurici observou calor de 38,3 °C (os recordes de janeiro superaram os 40). Os dados são do Incaper e do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

 

 

 

Temperatura em declínio no estado

 

As temperaturas máximas caem em todas as regiões capixabas já a partir da quarta-feira (08), com possíveis recordes de tarde mais fria do ano no dia seguinte (09). As temperaturas mínimas caem mais durante o fim de semana, com possíveis recordes de madrugada mais fria do ano entre os dias 12 e 13. As mínimas podem cair muito nas áreas altas da Região Serrana.

 

 

Esta previsão ainda é bem parcial. Sendo assim, recomendamos a atualização da previsão de temperatura e tempo, bem como avisos meteorológicos especiais, quando é o caso, em nossa página inicial:

 

http://hidrometeorologia.incaper.es.gov.br

 

(31/05/2016 08:28h) - Previsão climática para o mês de junho no Espírito Santo - Maio vai terminando seco e com temperatura um pouco acima do normal.

 

 

Maio

 

 

Apesar do avanço de quatro frentes frias ao longo do mês, algumas regiões do Espírito Santo podem terminar maio com uma anomalia positiva de 2 °C, em relação às temperaturas médias. Estas devem ser influenciadas, sobretudo, pelas anomalias de temperatura máxima.

 

Quanto às chuvas, estas foram bastante escassas, mesmo com a passagem regular de frentes frias e o aumento de nebulosidade causado por elas e pela borda dos anticiclones migratórios durante alguns dias do mês de maio. A anomalia tende a ser bastante negativa em praticamente todas as áreas capixabas.

 

 

Previsão trimestral do MCTI para junho, julho e agosto e expectativa do Incaper para junho

 

 

Junho faz parte do período seco no estado. O lado oeste do Espírito Santo recebe menos que 30 mm em algumas áreas. O sudeste e o litoral norte do estado recebem um pouco mais de chuva no mês em relação às demais localidades (veja o mapa clicando aqui). As temperaturas ficam cerca de 2 °C mais baixas, em média, em relação ao mês de maio.

 

A previsão climática por consenso para o trimestre junho-julho-agosto de 2016 (JJA/2016) elaborada pelo Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (GTPCS/MCTI), com a colaboração de meteorologistas do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) e Centros Estaduais de Meteorologia, baseia-se na análise diagnóstica das condições oceânicas e atmosféricas globais e nos prognósticos de modelos dinâmicos e estatísticos de previsão climática sazonal.

 

De acordo com essa previsão, que foi realizada no dia 23 de maio de 2016, na maior parte do Brasil, incluindo o Espírito Santo, a distribuição de probabilidade de chuva deve ser a mesma para as três categorias oriundas da metodologia utilizada na previsão, que são "acima", "abaixo" e "dentro da média" climatológica (figura 1). A equipe de previsão climática do MCTI chegou a esta conclusão devido à baixa previsibilidade dos modelos matemáticos de previsão climática.

 

A previsão por consenso indica temperaturas de normais a acima da média na maior parte do Brasil, mais uma vez. Para a Região Sudeste, especificamente, a previsão é a seguinte:

 


Chuva - Igual probabilidade para as três categorias
Temperatura - Normal a acima da normal climatológica

 

Figura 1 - Previsão probabilística (em tercis) por consenso do total de chuva no período de junho a agosto de 2016. Fonte: GTPCS/MCTI.

 

Tomando por base essa previsão do MCTI e sua própria análise para o Espírito Santo, a equipe do Sistema de Informações Meteorológicas do Incaper observou algumas inconsistências/divergências entre os modelos de previsão de clima (baixa destreza na previsão para o Espírito Santo). Em sua maioria, os modelos climáticos apontaram chuva dentro da faixa normal no Espírito Santo durante o mês de junho. Ainda assim, a destreza dos modelos, ou seja, a habilidade deles em prever as condições climáticas para esta época do ano, não é alta para o estado, em específico. Isso implica numa baixa previsibilidade em relação à qualidade do regime de chuvas esperada para o próximo trimestre (JJA/2016).

 

Mesmo com as inconsistências em relação à tendência de chuva, a previsão do Sistema de Informações do Incaper, com base em outras variáveis meteorológicas, é de que junho tenha chuvas abaixo ou dentro da faixa normal na maior parte do estado, lembrando que tal mês faz parte do período seco, ou seja, mesmo que a chuva fique dentro do normal, esta não deve ser significativa quando comparada às chuvas do período chuvoso. Quanto às temperaturas, a previsão é de que estas continuem um pouco acima do normal em todo o Espírito Santo. Ressaltamos, porém, que algumas frentes frias mais organizadas costumam avançar durante junho pelo estado, amenizando temporariamente o abafamento por alguns dias por causa do aumento de nuvens e entrada de ar frio após sua passagem.

 

De acordo com o GTPCS/MCTI, é importante mencionar que a fase quente do fenômeno ENOS (El Niño Oscilação-Sul) se encontra em decaimento e é provável que a fase fria (La Niña) passe a atuar no fim de 2016. No ES, o fenômeno não exerce influência direta no regime de chuvas. Com relação às temperaturas, estas normalmente apresentam um moderado aumento em todo o estado, quando o El Niño atua. Na presença de La Niña, geralmente as temperaturas ficam mais baixas que o normal.

 

A previsão climática apenas aponta tendências para um determinado período (um mês, uma estação), focando na qualidade do regime de chuva e anomalias de temperatura. Eventos extremos de chuva, vento, frio ou calor só podem ser previstos com alguns dias de antencedência ou, dependendo de sua intensidade/deslocamento, poucas horas ou minutos. A atualização da previsão de temperatura e tempo, assim como o envio de avisos meteorológicos especiais, quando é o caso, podem ser acessados em nossa página inicial:

 

http://hidrometeorologia.incaper.es.gov.br

 

(03/05/2016 08:29h) - Setor norte capixaba tem madrugada com frio recorde para 2016 - A temperatura subiu um pouco nas baixadas da Região Sul, mas a Serrana, Caparaó e a Grande Vitória quebraram o recorde de ontem.

 

Frio nas áreas mais altas do estado

 

Uma massa de ar frio continua sobre o Espírito Santo, deixando as temperaturas mínimas (se dão na madrugada ou um pouco antes do sol nascer) ainda mais baixas nesta terça-feira (03).

 

Previsão numérica de temperatura a 2 m para o dia 03/05/2016 no ES (°C).

 

A estação meteorológica automática do Incaper em Aracê, distrito de Domingos Martins, numa altitude de 950 m, registrou temperatura mínima de 7,1 °C (sensação térmica igual) na madrugada desta terça-feira (3). Esta temperatura já quebrou o recorde de ontem (2). Em maio do ano passado (2015), essa mesma estação registrara 7,2 °C no dia 25 de maio. A estação do Incaper em Iúna, no Caparaó, situada a 758 m de altitude, registrou recorde para o ano com 9,9 °C.

 

As estações meteorológicas situadas nas baixadas da Região Sul tiveram um aumento de 1 ou 2 graus na temperatura em relação à de ontem. Já a Grande Vitória e o norte do estado tiveram queda. Vitória registrou 17,4 °C (sensação térmica igual), recorde de amanhecer mais frio do ano para 2016, até o momento, na estação do INMET que fica em Goiabeiras.

 

Temperatura amena no norte

 

A metade norte do estado tiveram recorde do ano, até o momento, em algumas estações. Nossa estação em Marilândia registrou 14,5 °C, quebrando o recorde de ontem. Nova Venécia, Pinheiros, Linhares, São Mateus e Mucurici registraram, nesta ordem, 15,7, 17,6, 17,7 e 17,8, 18,5 °C de temperatura mínima, nesta madrugada.

 

A temperatura máxima chega perto dos 30 °C em várias Regiões, hoje à tarde (exceto nas áreas altas da Serrana), subindo rapidamente já durante esta manhã. Esse tipo de amplitude térmica reflete bem os dias com recorde de tmeperatura mínima (muito frios na madrugada e quentes já em meados da manhã).

 

Estes recordes são ainda bem parciais. Massas de ar mais frias vão avançando ao longo do outono e inverno, assim como as noites vão ficando mais longas, intensificando o resfriamento.

 

A atualização da previsão de temperatura e tempo, assim como avisos meteorológicos especiais, quando é o caso, podem ser acessados em nossa página inicial:

 

http://hidrometeorologia.incaper.es.gov.br

 

(02/05/2016 08:36h) - Primeiros recordes de madrugada mais fria do ano no estado - A temperatura mínima desta segunda-feira foi de 8,2 ° em Aracê (Domingos Martins).

 

Frio

 

A frente fria (tecnicamente, foram duas) avançou para a Bahia e a massa de ar frio começou a atuar no estado, de fato, derrubando as temperaturas mínimas (aquelas que ocorrem durante a madrugada, na maioria das vezes).

 

A estação meteorológica automática do Incaper situada em Aracê, distrito de Domingos Martins, localizada na Região Serrana a 950 m de altitude, registrou temperatura mínima de 8,2 °C (sensação térmica igual) na madrugada desta segunda-feira (2). Esta foi a menor temperatura registrada este ano nesta estação. Em maio do ano passado, essa mesma estação registrara 7,2 °C no dia 25 de maio.

 

Várias outras estações do Incaper e de seus parceiros registraram recordes de madrugada mais fria. A estação do INMET em Alegre marcou 13,9 °C, a de Alfredo chaves registrou 14,6 °C e a que fica em Presidente Kennedy, 15,5 °C. Vitória registrou 18,7 °C (sensação térmica de 16 °C), também recorde de amanhecer mais frio do ano para 2016, até o momento, na estação do INMET que fica em Goiabeiras. A máxima na tarde de hoje deve ser de 27-28 °C.

 

A metade norte do estado também amanheceu com temperaturas agradáveis, que variaram entre 17 e 21 °C. Nossa estação em Marilândia registrou 18,1 °C.

 

Obviamente, estes recordes são ainda bem parciais. Massas de ar mais frias vão avançando ao longo do outono e inverno, assim como as noites vão ficando mais longas, intensificando o resfriamento.

 

Previsão para esta semana

 

A partir da quarta (4) ou quinta-feira (5), dependendo da região do estado, a temperatura máxima, que ocorre normalmente à tarde, já deve voltar para a marca dos 30-32 °C nas baixadas do estado e 27 °C nas regiões altas. Amanhã (3), as temperaturas mínimas da metade sul devem persistir baixas, mas já aumentando cerca de 2 °C em relação às observadas hoje. A metade norte cai mais 1 °C, em média, na mínima. Nos dias seguintes, a temperatura mínima volta a subir em todo o estado. A semana que vem deve começar abafada.

 

O tempo segue aberto na metade sul do estado, hoje. Ainda assim, a temperatura não sobe muito e permanece bem agradável. A metade norte segue com muitas nuvens e pode até chover de forma isolada, só que fraca, agora pela manhã.

A terça-feira deve ter variação de nuvens no estado. Chove um pouco na região Nordeste e também pode chover à noite na Grande Vitória. A previsão para os dias seguintes pode ser acessada em nossa página inicial.

 

Figura 1 - Previsão numérica da variação de temperatura mínima em 24h para a terça-feira (03/05).

 

Eventos extremos de chuva, vento, frio ou calor só podem ser previstos com alguns dias de antencedência ou, dependendo de sua intensidade/deslocamento, poucas horas ou minutos. A atualização da previsão de temperatura e tempo, assim como avisos meteorológicos especiais, quando é o caso, podem ser acessados em nossa página inicial:

 

http://hidrometeorologia.incaper.es.gov.br

 

(26/04/2016 10:49h) - Previsão climática para o mês de maio no Espírito Santo - Abril foi quente e bem seco em praticamente todo o estado.

 

Abril

 

Fevereiro e março foram bem quentes, com anomalias que superaram os 2-3 °C na temperatura máxima, mas abril pode terminar com desvios ainda maiores: 3-4 °C em alguns pontos do estado. Não foram registrados recordes. A temperatura mínima deve fechar o mês com anomalias mais suaves ou até sem desvios em algumas regiões.

 

Em relação às chuvas, estas quase não caíram e, quando ocorreram, foram passageiras e pouco expressivas. Ainda há uma possibilidade de chuva nos últimos dias deste mês, conforme a previsão de tempo que pode ser acessada na página inicial deste site. No entanto, essa chuva, caso seja pelo menos moderada, pode elevar os valores esperados na metade sul apenas para um patamar próximo ao normal para o mês, que já não é chuvoso. A metade norte pouco deve ser influenciada pelas chuvas previstas para o término do mês.

 

Previsão trimestral do MCTI e expectativa do Incaper para maio

 

Maio marca o estabelecimento do período seco no estado. A Região Noroeste recebe menos que 30 mm, em algumas áreas. O sudeste do estado é a área capixaba com mais chuva no mês em relação às demais localidades (veja o mapa clicando aqui). As temperaturas ficam cerca de 2 °C mais baixas, em média, em relação ao mês de abril.

 

A previsão climática por consenso para o trimestre maio-junho-julho de 2016 (MJJ/2016) elaborada pelo Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (GTPCS/MCTI), com a colaboração de meteorologistas do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) e Centros Estaduais de Meteorologia, baseia-se na análise diagnóstica das condições oceânicas e atmosféricas globais e nos prognósticos de modelos dinâmicos e estatísticos de previsão climática sazonal.

 

De acordo com essa previsão, que foi realizada no dia 20 de abril de 2016, na maior parte das Regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, incluindo o Espírito Santo, a distribuição de probabilidade de chuva deve ser a mesma para as três categorias oriundas da metodologia utilizada na previsão, que são "acima", "abaixo" e "dentro da média" climatológica (figura 1). A equipe de previsão climática do MCTI chegou a esta conclusão devido à baixa previsibilidade dos modelos matemáticos de previsão climática para estas áreas do país.

 

A previsão por consenso indica temperaturas mais altas que o normal na maior parte do Brasil, mais uma vez. Para a Região Sudeste, especificamente, a previsão é a seguinte:

 


Chuva - Igual probabilidade para as três categorias
Temperatura - Normal a acima da normal climatológica em toda a Região

 

Figura 1 - Previsão probabilística (em tercis) por consenso do total de chuva no período de maio a julho de 2016. Fonte: GTPCS/MCTI.

 

Tomando por base essa previsão do MCTI e sua própria análise para o Espírito Santo, a equipe do Sistema de Informações Meteorológicas do Incaper observou algumas inconsistências/divergências entre os modelos de previsão de clima (baixa destreza na previsão para o Espírito Santo). Contudo, em sua maioria, os modelos convergem para a previsão de chuva próxima à climatologia no Espírito Santo durante o mês de maio. Ainda assim, a destreza dos modelos, ou seja, a habilidade deles em prever as condições climáticas para esta época do ano, não é alta para o Espírito Santo, em específico. Isso implica numa baixa previsibilidade em relação à qualidade do regime de chuvas esperada para o próximo trimestre (MJJ/2016).

 

Espera-se que maio tenha chuvas dentro do normal na maior parte do estado, lembrando que tal mês faz parte do período seco, ou seja, mesmo que a chuva fique dentro do normal, esta não deve ser significativa quando comparada às chuvas do período chuvoso. Quanto às temperaturas, a previsão é de que estas continuem acima do normal em todo o Espírito Santo. Ressaltamos, porém, que algumas frentes frias mais organizadas costumam avançar durante maio pelo estado, amenizando temporariamente o abafamento por alguns dias.

 

De acordo com o GTPCS/MCTI, é importante mencionar que o fenômeno ENOS (El Niño Oscilação-Sul) se encontra em decaimento e é provável que a fase fria (La Niña) passe a atuar no fim de 2016. No ES, o fenômeno não exerce influência direta no regime de chuvas. Com relação às temperaturas, estas normalmente apresentam um moderado aumento em todo o estado, quando o El Niño atua.

 

A previsão climática apenas aponta tendências para um determinado período (um mês, uma estação), focando na qualidade do regime de chuva e anomalias de temperatura. Eventos extremos de chuva, vento, frio ou calor só podem ser previstos com alguns dias de antencedência ou, dependendo de sua intensidade/deslocamento, poucas horas ou minutos. A atualização da previsão de temperatura e tempo, assim como avisos meteorológicos especiais, quando é o caso, podem ser acessados em nossa página inicial:

 

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(25/04/2016 11:09h) - Fim de abril com mudanças nas condições de tempo - Primeira frente fria a alcançar o Espírito Santo no outono tem chegada prevista para o fim desta semana.

 

Vento e chuva. O que esperar, por ora?

 

Uma frente fria deve alcançar o Espírito Santo no final desta última semana de abril, mês que foi marcado pelo tempo seco e temperatura máxima (aquelas que normalmente ocorrem durante à tarde) muito acima do normal. A última frente fria que chegou perto do estado data de janeiro.

 

O sistema deve alcançar o Espírito Santo da quinta (28) para a sexta-feira (29), aumentando a nebulosidade e provocando chuva em algumas regiões capixabas. A chuva pode ser significativa em certos trechos do estado, com maior chance nos setores sul e sudeste capixaba. Porém, existem divergências entre os modelos de previsão de tempo quanto a isto.

 

O vento tem soprado forte no litoral sul, durante os últimos dias, vindo de nordeste. Essa situação persiste até a quarta-feira, pelo menos, com vento moderado nas demais áreas do litoral capixaba. Com a passagem da frente fria, o vento muda de direção (sopra de sul), mas pode vir com rajadas ainda mais fortes ao longo de todo o litoral capixaba, sendo que algumas dessas rajadas também podem atingir algumas localidades do estado mais afastadas do mar.

 

Vento (direção e magnitude) previsto para a tarde da sexta-feira.

 

Temperatura

 

A frente deve trazer um pouco de ar fresco para o Espírito Santo, aliviando um pouco o capixaba do calor acima do normal, que vem persistindo há meses. Já na quinta-feira o abafamento diminui bastante nos vales do Itabapoana e Itapemirim, no leste e sul da Região Serrana e na Grande Vitória. Na sexta-feira, o calor diminui nas demais áreas do estado, mas não é possível falar em "frio", por enquanto. Lembramos, contudo, que antes da frente fria chegar, ou seja, durante os próximos dois dias, teremos ainda mais calor que aquele sentido ao longo das últimas semanas: situação apelidada pelos meteorologistas de "pré-frontal". O calor persiste sobre a metade norte do estado até a quinta-feira.

 

Diferença de temperatura máxima prevista em 24h do dia 27 para o dia 28 de abril.

 

Mais detalhes referentes à passagem da frente fria podem ser adicionados à previsão de tempo durante os próximos dias. Desta forma, recomendamos o acompanhamento da atualização da previsão de temperatura e tempo, assim como avisos meteorológicos especiais, se for o caso, em nossa página inicial:

 

http://hidrometeorologia.incaper.es.gov.br

 

(15/04/2016 16:16h) - Perturbações ondulatórias nos ventos alísios devem provocar um pouco de chuva no Espírito Santo - Os próximos dias prometem chuvas ocasionais no norte do estado e na faixa leste.

 

A previsão é de chuva, mas não chuva intensa

 

Abril está fechando sua primeira quizena com tempo seco e bem mais quente que o normal, especialmente nas Regiões Sul e Noroeste. Para se ter uma ideia, os vales do Itabapoana e do Itapemirim, ambos na Região Sul do Estado, têm registrado temperatura máxima de 36-37 °C, quando o normal seria de 30-31 °C, no máximo. Por sorte, a temperatura mínima até que está dentro do normal para o mês.

 

Até choveu um pouco durante alguns dias desta semana na metade norte, mas nada significativo. No mês, até agora, onde mais choveu o acumulado não passou dos 20 mm, como foi o caso de Linhares e Vitória.

 

Áreas de instabilidade avançam do mar para o estado durante os próximos dias, persistindo até o dia 19 ou 20 (terça/quarta-feira), pelo menos. A chuva deve ser mais frequente na metade norte, especialmente no Nordeste. A Grande Vitória também deve ter algumas pancadas rápidas de chuva. Os vales do Itapemirim e do Itabapoana podem ter chuva nas áreas próximas ao litoral, apenas. A chuva no sudoeste do estado deve ser mais isolada.

 

Figura 1 - Perturbações nos ventos alísios, que continuam fracos, devem instabilizar o tempo sobre o estado durante os próximos dias.

 

No cenário mais pessimista, são esperados entre 10 e 20 mm de chuva na metade norte e faixa leste do estado, durante os próximos 5 dias. Num cenário mais otimista, só que bem menos provável, os acumulados podem atingir entre 30 (oeste) a 75 mm (litoral norte). A chuva um pouco mais significativa no litoral se deve à interação com as circulações de brisa.

 

Mesmo com a expectativa de chuva, a temperatura não deve diminuir significativamente: o abafamento continua.

A atualização da previsão de temperatura e tempo, assim como avisos meteorológicos especiais, quando é o caso, podem ser acessados em nossa página inicial:

 

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(07/04/2016 11:56h) - Balanço do verão 2016 (JFM) no Espírito Santo - O primeiro trimestre do ano foi seco e registrou temperaturas acima do normal.

 

Verão 2016

 

Janeiro observou chuvas acima da média na maior parte do Espírito Santo, em 2016. No entanto, fevereiro e março foram muito secos e quentes, determinando um verão seco e de temperaturas mais elevadas que o esperado normalmente. Apesar de terem sido bem mais secos, os verões de 2015 e 2014 foram menos quentes que o verão 2016.

 

A temperatura máxima média observada na estação mais quente do ano obteve uma anomalia de 1 a 3 °C acima do normal, com destaque para o centro-norte do estado (Figura 1). Os poucos episódios de zona de convergência de umidade não foram suficientes para conter o aumento exagerado das temperatruras máximas, que subiram livremente ao longo das tardes por causa do predomínio de uma crista (prolongamento de um sistema de alta pressão) ligada ao Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul, a qual deixou os dias com menos nuvens (menos sombra/mais horas de brilho solar/mais aquecimento) e pouca chuva, que atenuam o aumento exagerado da temperatura máxima, em sua decorrência.

 

 

Figura 1 - Anomalia de temperatura máxima registrada no verão (JFM) de 2016 (°C).

 

As temperaturas mínimas também ficaram um pouco acima do normal, mas não tanto quanto as máximas. A anomalia foi de 0,5 a 1,5 °C, de maneira geral (Figura 2). Apesar das noites com menos nuvens (menos efeito estufa/menor aprisionamento de calor), a temperatura não conseguiu diminui o suficiente ao longo das noites e madrugadas, visto o calor acima do normal no período diurno.

 

 

Figura 2 - Anomalia de temperatura mínima registrada no verão (JFM) de 2016 (°C).

 

O mapa de desvio de chuva mostra exatamente parte do motivo para a temperatura mais alta que o normal durante a maior parte do verão: chuva abaixo da média (Figura 3). A microrregião de Itapemirim e o centro do estado registraram um desvio que variou de -25 a -75%. As demais regiões do estado sofreram menos com a falta de chuva, especialmente por causa da chuva excessiva observada em janeiro.

 

 

Figura 3 - Desvio de chuva registrado no verão (JFM) de 2016 (%).

 

Verão 2016 vs verões 2015 e 2014

Os verões de 2015 e 2014 foram bem mais secos que o verão de 2016 (Figuras 4 e 5). Contudo, o verão 2016 partiu de uma primavera escaldante e seca, em 2015. Ou seja, a chuva acima da média em janeiro deste ano, assim como as chuvas volumosas do outono de 2015 (Figura 6), que quebraram rapidamente a estiagem, não foram suficientes para reverter o quadro de deficiência hídrica que o estado tem enfrentado durante os últimos dois anos.

 

 

Figura 4 - Desvio de chuva registrado no verão (JFM) de 2015 (%).

 

 

Figura 5 - Desvio de chuva registrado no verão (JFM) de 2014 (%).

 

 

Figura 6 - Desvio de chuva registrado no outono (AMJ) de 2015 (%).

 

Abril e o início do outono

 

Abril ainda recebe chuvas relativamente frequentes no lado leste do estado, na Região Sul e parte da Serrana, mas as precipitações desse tipo ficam muito escassas no centro-oeste e setor noroeste capixaba (veja o mapa clicando aqui). As temperaturas caem cerca de 2 °C, em média, em relação ao mês de março.

 

A previsão climática por consenso para o trimestre março-abril-maio de 2016 (AMJ/2016) elaborada pelo Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (GTPCS/MCTI), com a colaboração de meteorologistas do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) e Centros Estaduais de Meteorologia, baseia-se na análise diagnóstica das condições oceânicas e atmosféricas globais e nos prognósticos de modelos dinâmicos e estatísticos de previsão climática sazonal.

 

De acordo com essa previsão, que foi realizada no dia 22 de março de 2016, indicou que, na maior parte das Regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, incluindo o Espírito Santo, a distribuição de probabilidade de chuva deve ser a mesma para as três categorias oriundas da metodologia utilizada na previsão, que são "acima", "abaixo" e "dentro da média" climatológica. A equipe de previsão climática chegou a esta conclusão devido à baixa previsibilidade dos modelos matemáticos de previsão climática para estas áreas do país.

 

Tomando por base essa previsão do MCTI e em sua própria análise para o Espírito Santo, a equipe do Sistema de Informações Meteorológicas do Incaper observou algumas inconsistências/divergências entre os modelos de previsão de clima (baixa destreza na previsão para o Espírito Santo). No entanto, na sua maioria, os modelos convergem para a previsão de chuva próxima à climatologia no Espírito Santo durante abril. Contudo, a destreza dos modelos, ou seja, a habilidade deles em prever as condições climáticas para esta época do ano, não é alta para o Espírito Santo, em específico. Isso implica numa baixa previsibilidade em relação à qualidade do regime de chuvas esperada para o próximo trimestre (AMJ/2016). Ainda assim, espera-se que abril tenha chuvas dentro do normal na maior parte do estado. Quanto às temperaturas, a previsão é de que estas permaneçam dentro do normal na faixa leste, mas ainda acima do normal nas demais regiões capixabas, ao longo de abril, que marca a passagem do período chuvoso para o seco.

 

De acordo com o GTPCS/MCTI, é importante mencionar que o fenômeno ENOS (El Niño Oscilação-Sul), embora com previsão de neutralidade até meados de 2016, ainda pode influenciar nas condições climáticas do Brasil durante o outono. No ES, o fenômeno não exerce influência direta no período chuvoso. Com relação às temperaturas, estas normalmente apresentam um moderado aumento em todo o estado, quando o El Niño atua.

 

A previsão climática apenas aponta tendências para um determinado período (um mês, uma estação), focando na qualidade do regime de chuva e anomalias de temperatura. Eventos extremos de chuva, vento, frio ou calor só podem ser previstos com alguns dias de antencedência ou, dependendo de sua intensidade/deslocamento, poucas horas ou minutos.

 

Abril de 2016 começou com pouca chuva no estado. Durante estes primeiros 7 dias do mês, apenas a faixa leste recebeu alguma precipitação, que alcançou cerca de 15 mm, valor correspondente, de maneira geral, a mais ou menos 17% da chuva que normalmente ocorre durante o mês inteiro.

 

A atualização da previsão de temperatura e tempo, assim como avisos meteorológicos especiais, quando é o caso, podem ser acessados em nossa página inicial:

 

http://hidrometeorologia.incaper.es.gov.br

 

(28/03/2016 14:56h) - Previsão climática para o mês de abril no Espírito Santo - Março vai se encerrando com chuva aquém do normal na maior parte do estado.

 

Março

 

Assim como em fevereiro, ainda não foram registrados recordes de temperatura em março e tudo indica que isso não deva ocorrer até o último dia do mês. Contudo, tanto a temperatura máxima quanto a mínima devem fechar março com valores mais altos que o normal, em média. No caso da temperatura máxima, os termômetros devem registrar um desvio médio de 1 e 2 °C acima do normal na maioria das cidades capixabas. É provável que a anomalia de temperatura mínima fique em torno de 1°C, neste mês.

 

As chuvas foram escassas na maior parte do Espírito Santo e o padrão não muda muito até o fechamento do mês, conforme a previsão de tempo que pode ser acessada na página inicial deste site. As regiões que devem fechar o mês com maior deficiência são aquelas situadas no centro-norte capixaba. Parte do Caparaó e sul da Região Serrana devem ter alguma pancada de chuva nos dois últimos dias de março, mas devem terminar o mês, no máximo, com precipitação em torno do normal ou perto de alcançá-lo.

 

Expectativa para abril

 

Abril ainda recebe chuvas relativamente frequentes no lado leste do estado, na Região Sul e parte da Serrana, mas as precipitações desse tipo ficam muito escassas no centro-oeste e setor noroeste capixaba (veja o mapa clicando aqui). As temperaturas caem cerca de 2 °C, em média, em relação ao mês de março.

 

A previsão climática por consenso para o trimestre março-abril-maio de 2016 (AMJ/2016) elaborada pelo Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (GTPCS/MCTI), com a colaboração de meteorologistas do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) e Centros Estaduais de Meteorologia, baseia-se na análise diagnóstica das condições oceânicas e atmosféricas globais e nos prognósticos de modelos dinâmicos e estatísticos de previsão climática sazonal.

 

De acordo com essa previsão, que foi realizada no dia 22 de março de 2016, indicou que, na maior parte das Regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, incluindo o Espírito Santo, a distribuição de probabilidade de chuva deve ser a mesma para as três categorias oriundas da metodologia utilizada na previsão, que são "acima", "abaixo" e "dentro da média" climatológica (figura 1). A equipe de previsão climática chegou a esta conclusão devido à baixa previsibilidade dos modelos matemáticos de previsão climática para estas áreas do país.

 

A previsão por consenso indica temperaturas mais altas que o normal na maior parte do Brasil. Para a Região Sudeste, especificamente, a previsão é a seguinte:

 


Chuva - Igual probabilidade para as três categorias
Temperatura - Normal a acima da normal climatológica em toda a Região

 

Figura 1 - Previsão probabilística (em tercis) por consenso do total de chuva no período de abril a junho de 2016. Fonte: GTPCS/MCTI.

 

Tomando por base essa previsão do MCTI e em sua própria análise para o Espírito Santo, a equipe do Sistema de Informações Meteorológicas do Incaper observou algumas inconsistências/divergências entre os modelos de previsão de clima (baixa destreza na previsão para o Espírito Santo). No entanto, na sua maioria, os modelos convergem para a previsão de chuva próxima à climatologia no Espírito Santo durante abril. Contudo, a destreza dos modelos, ou seja, a habilidade deles em prever as condições climáticas para esta época do ano, não é alta para o Espírito Santo, em específico. Isso implica numa baixa previsibilidade em relação à qualidade do regime de chuvas esperada para o próximo trimestre (AMJ/2016). Ainda assim, espera-se que abril tenha chuvas dentro do normal na maior parte do estado. Quanto às temperaturas, a previsão é de que estas permaneçam dentro do normal na faixa leste, mas ainda acima do normal nas demais regiões capixabas, ao longo de abril, que marca a passagem do período chuvoso para o seco.

 

De acordo com o GTPCS/MCTI, é importante mencionar que o fenômeno ENOS (El Niño Oscilação-Sul), embora com previsão de neutralidade até meados de 2016, ainda pode influenciar nas condições climáticas do Brasil durante o outono. No ES, o fenômeno não exerce influência direta no período chuvoso. Com relação às temperaturas, estas normalmente apresentam um moderado aumento em todo o estado, quando o El Niño atua.

 

A previsão climática apenas aponta tendências para um determinado período (um mês, uma estação), focando na qualidade do regime de chuva e anomalias de temperatura. Eventos extremos de chuva, vento, frio ou calor só podem ser previstos com alguns dias de antencedência ou, dependendo de sua intensidade/deslocamento, poucas horas ou minutos. A atualização da previsão de temperatura e tempo, assim como avisos meteorológicos especiais, quando é o caso, podem ser acessados em nossa página inicial:

 

http://hidrometeorologia.incaper.es.gov.br

 

(28/03/2016 09:30h) - Março termina seco em grande parte do estado - A metade norte do estado é aquela que mais vem sofrendo com a falta de chuva

 

Confirmando as tendências apontadas pela previsão climática realizada em fevereiro, as "águas de março" foram escassas e o mês deve terminar com desvios negativos de chuva na maior parte do estado.

 

A capital, Vitória, à título de exemplo, deve fechar março com apenas 90 mm de chuva, valor correspondente a mais ou menos 71% da média histórica. A temperatura mínima deve terminar o mês dentro da média, mas as máximas podem ter uma anomalia positiva de um grau Celsius.

 

Poucas zonas de convergência de umidade conseguiram se formar sobre o estado durante o mês, que esteve sob forte influência da Alta Subtropical do Atlântico Sul (sistema de alta pressão). A termodinâmica (aquecimento e umidade elevados) aliada às circulações locais de brisa foi a principal responsável pelas pancadas de chuva que ocorreram sobre parte das Regiões Sul e Serrana. Ainda assim, a maior parte dessas áreas capixabas dificilmente devem fechar o mês com um saldo positivo no quesito chuva. A exceção fica por conta das proximidades de Alfredo Chaves, que já observaram valores dentro da média (cerca de 200 mm).

 

Praticamente toda a chuva ocorrida na Grande Vitória neste mês, assim como em boa parte do litoral capixaba, só foi possível por causa da atuação das "áreas de instabilidade marítimas" ou "umidade marítima" (tecnicamente, Perturbações Ondulatórias nos Ventos Alísios). A brisa de montanha e posição da costa metropolitana em relação ao vento intensificaram as chuvas noturnas na Grande Vitória, durante alguns dias.

 

Na metade norte do Espírito Santo, só a Região Nordeste e a divisa com Minas Gerais tiveram alguma chuva, mas nada muito significativo. Foram cerca de 40-50 mm nestas áreas, até esta data (28). A parte mais central e divisa com a Bahia mal acumularam 10 mm.

 

Previsão

 

Estes últimos dias de março e primeiros dias de abril (28/03 a 02/04) permanecem com tempo seco na Grande Vitória e Noroeste. Alguma chuva rápida pode ocorrer na metade norte, mas só há uma maior chance disso se concretizar nas áreas mais próximas do litoral. Do Caparaó ao Sul Serrano, previsão de pancadas rápidas de chuva à tarde a partir da quarta-feira (30). As temperaturas seguem relativamente elevadas em todas as regiões.

 

Figura 1 - Previsão numérica de temperatura máxima para 28/03/2016 no ES.

 

 

A atualização da previsão de temperatura e tempo, assim como avisos meteorológicos especiais, quando é o caso, podem ser acessados em nossa página inicial:

 

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(22/03/2016 17:00h) - Incaper celebra o Dia Meteorológico Mundial 2016 - “Mais quente, mais seco, mais úmido. Encaremos o futuro”

 

O dia 23 de março é uma data especial para a ciência meteorológica. Trata-se do Dia Meteorológico Mundial, cujo tema neste ano é Hotter, Drier, Wetter. Face The Future: “Mais quente, mais seco, mais úmido. Encaremos o futuro”, em tradução livre.

 

A mudança climática está afetando o nosso ambiente natural e humano. As emissões de gases do efeito-estufa seguem aumentando e, por consequência, aumentando a temperatura da atmosfera e dos oceanos.

 

Para o meteorologista Hugo Ramos, o tema deste ano reflete exatamente o que vem acontecendo no Espírito Santo. Os últimos eventos meteorológicos extremos têm afetado o desenvolvimento econômico e causando perdas de vidas humanas aqui no estado. As chuvas intensas ocorridas no final de 2013, a estiagem prolongada que contribui para atual crise hídrica e as altas temperaturas no estado, que são resultado da atuação do fenômeno El Niño. Por essas razões, é necessário que haja investimentos para que possamos desenvolver ferramentas de suporte à decisão, com o fim de mitigar os impactos desses fenômenos e também para que e os gestores possam elaborar políticas públicas para promover um desenvolvimento sustentável, tornando a sociedade capixaba resiliente às alterações climáticas futuras.

 

Atualmente, a equipe do Sistema de Informações Meteorológicas conta com cinco profissionais da área, a saber: Bruce Pontes, Hugo Ramos, Ivaniel Maia, Pedro Pantoja e Thábata Brito. Como coordenador da equipe, temos o engenheiro agrícola, com doutorado em irrigação e drenagem, José Geraldo Ferreira da Silva. Também faz parte da equipe Ludmila Thomaz, bolsista do projeto de implantação do monitoramento agrometeorológico, fenológico e fitossanitário para o café no Estado do Espírito Santo.

 

Dia Meteorológico Mundial

 

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), instituída em 23 de março de 1950, como sucessora da Organização Meteorológica Internacional criada em 1873, tem como missão fundamental apoiar países do mundo a prover serviços meteorológicos e hidrológicos para proteger a vida e propriedades de desastres naturais relacionados ao tempo, clima e água, para salvaguardar o meio ambiente, e para contribuir para o desenvolvimento sustentável.

 

 

O Dia Meteorológico Mundial é comemorado desde 1961, e a cada ano aborda um tema da atualidade definido pelo Conselho Executivo da OMM.

 

De acordo com um trecho da mensagem do secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, "A mudança climática está aumentando o risco de chuvas fortes e inundações. Podemos proteger vidas e propriedades de tais riscos através de previsões baseadas em impacto. Essa antecipação do risco de desastres é a melhor maneira de capacitar os tomadores de decisão, com informações para que eles possam agir" (tradução livre). O teor integral da mensagem do Secretário Geral da OMM, Petteri Taalas, pode ser vista em: https://www.wmo.int/worldmetday/content/materials

 

Figura 1 - Poster comemorativo do Dia Meteorológico Mundial 2016. Fonte: OMM.

 

 

No Brasil, o dia do meteorologista é comemorado aos 14 de outubro, data na qual foi regulamentada a profissão no país.

 

A atualização da previsão de temperatura e tempo, assim como avisos meteorológicos especiais, quando é o caso, podem ser acessados em nossa página inicial:

 

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(18/03/2016 14:30h) - Outono astronômico começa na madrugada do próximo domingo - A estação é marcada pela diminuição do calor e da chuva.

 

Climatologia Geral

 

O outono é a estação do ano que marca a passagem do verão, geralmente quente e úmido, para o inverno, normalmente ameno e seco. Climatologicamente, o outono começa com algumas caracterísitcas de verão, mas se encerra com um clima próximo ao de inverno, ou seja, se inicia relativamente quente e úmido (abril) e vai ficando cada vez mais seco e ameno (maio/junho).

 

No Espírito Santo, a estação marca mudanças tão aceleradas entre abril e maio que, praticamente, pode-se dizer que o inverno se estabelece já no mês de junho. Em tese, isso significa que, meteorologicamente, o outono teria apenas 2 meses de duração no território capixaba.

 

As chuvas são provocadas, na grande maioria das vezes, pela passagem de frentes frias, que influenciam mais a faixa leste, e pela entrada da instabilidade marítima ligada à circulação dos ventos alísios e também dos ventos pós-frontais. As massas de ar frio, que avançam após a passagem das frentes frias, acabam resultando na diminuição da temperatura. As temperaturas também já diminuem naturalmente nesta época do ano, mesmo sem a passagem das frentes, uma vez que a quantidade de radiação solar incidente diminui ao longo da estação. Mais informações sobre o outono podem ser acessadas aqui.

 

Figura 1 - Acumulado médio de chuva durante o outono (abril a junho) no Espírito Santo (em mm). As maiores alturas de chuva se concentram no setor sudeste do estado (entre 200 e 250 mm), incluindo a Grande Vitória. Partes mais elevadas de Vargem Alta e Alfredo Chaves são as áreas onde mais chove nesta época do ano. O setor mais seco no outono é o noroeste, com destaque para os menores valores em Baixo Guandu.

 

Abril ainda recebe chuvas relativamente frequentes no lado leste do estado, na Região Sul e parte da Serrana, mas as precipitações desse tipo ficam muito escassas no centro-oeste e setor noroeste capixaba (veja o mapa clicando aqui). As temperaturas caem cerca de 2 °C, em média, em relação ao mês de março.

 

Maio marca mais uma queda das temperaturas, que diminuem mais ou menos 2 °C, em relação à média de abril. As chuvas ficam ainda mais escassas, se restringindo ao litoral com um pouco mais de volume, mas nada significativo.

 

Junho é o mês mais seco e ameno da estação, já apresentando características dignas de inverno, uma vez que a temperatura média cai em relação à maio, mas se estabiliza, quando comparada aos meses de inverno (julho, agosto e setembro).

 

Neste ano, a estação se inicia no Hemisfério Sul, astronomicamente falando, à 01:30h do dia 20 de março (domingo).

 

Previsão

 

A previsão climática por consenso para o trimestre abril-maio-junho de 2016 (AMJ/2016) elaborada pelo Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (GTPCS/MCTI), com a colaboração de meteorologistas do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) e Centros Estaduais de Meteorologia, baseia-se na análise diagnóstica das condições oceânicas e atmosféricas globais e nos prognósticos de modelos dinâmicos e estatísticos de previsão climática sazonal, ocorre no próximo dia 22 de março (terça-feira).

 

A partir dessa previsão e também de acordo com sua própria análise para o Espírito Santo, a equipe do Sistema de Informações Meteorológicas do Incaper divulgará, na próxima semana, o prognóstico para o mês de abril através desta página e por meio da Assessoria de Comunicação do Incaper.

 

A atualização da previsão de temperatura e tempo, assim como avisos meteorológicos especiais, quando é o caso, podem ser acessados em nossa página inicial:

 

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(03/03/2016 15:21h) - Previsão climática para o mês de março no Espírito Santo - Fevereiro terminou com chuva abaixo da média na maior parte do estado.

 

Fevereiro

 

Não foram registrados recordes de temperatura, mas fevereiro foi bastante quente em praticamente todo o estado, além de muito seco. Apenas alguns pontos do oeste serrano, extremo sul da região Noroeste e trechos do Caparaó fecharam o mês com chuva acima da média, o que ocorreu basicamente por causa de eventos de chuva muito forte e volumosa em apenas um ou dois dias do mês.

 

O restante do Espírito Santo, que normalmente já não recebe muita chuva em fevereiro (o mês apresenta 50-60% menos chuva que à observada em novembro, dezembro, janeiro e março), teve menos chuva ainda, este ano, porque um sistema de alta pressão esteve mais intenso e numa posição que desfavoreceu os sistemas que poderiam provocar alguma chuva mais volumosa e homogênea.

 

Expectativa para março

 

O mês de março normalmente é marcado por chuvas de volume parecido com aquele observado no mês de janeiro. As últimas chuvas expressivas do lado oeste do Espírito Santo caem neste mês.

 

A previsão climática por consenso para o trimestre março-abril-maio de 2016 (MAM/2016) elaborada pelo Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (GTPCS/MCTI), com a colaboração de meteorologistas do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) e Centros Estaduais de Meteorologia, baseia-se na análise diagnóstica das condições oceânicas e atmosféricas globais e nos prognósticos de modelos dinâmicos e estatísticos de previsão climática sazonal.

 

A última previsão climática, prognóstico para MAM/2016, foi realizada no dia 25 de fevereiro de 2016 e indicou que, na maior parte das Regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, incluindo o Espírito Santo, a distribuição de probabilidade de chuva deve ser a mesma para as três categorias oriundas da metodologia utilizada na previsão, que são "acima", "abaixo" e "dentro da média" climatológica (figura 1). A equipe de previsão climática chegou a esta conclusão devido à baixa previsibilidade dos modelos matemáticos de previsão climática para estas áreas do país.

 

A previsão por consenso indica temperaturas mais altas que o normal na maior parte do Brasil. Para a Região Sudeste, especificamente, a previsão é a seguinte:

 


Chuva - maior probabilidade na categoria acima da faixa normal para o extremo sul de São Paulo. Nas demais áreas, igual probabilidade para as três categorias
Temperatura - acima da normal climatológica em toda a Região

 

Figura 1 - Previsão probabilística (em tercis) por consenso do total de chuva no período de março a maio de 2016. Fonte: GTPCS/MCTI.

 

Baseando-se nessa previsão do MCTI e em sua própria análise para o Espírito Santo, a equipe do Sistema de Informações Meteorológicas do Incaper observou várias inconsistências/divergências entre os modelos de previsão de clima (baixa destreza na previsão para o Espírito Santo). No entanto, a disparidade foi menor que aquela observada na elaboração da previsão para o trimestre anterior (FMA/2016) e a previsão específica para fevereiro, quando os modelos climáticos estavam muito divididos (parte deles previa chuva acima e outra parte, abaixo do normal climatológica). Nas últimas previsões, no entanto, os modelos convergem para a previsão de chuva próxima ou abaixo do normal no Espírito Santo para o mês de março. Contudo, a destreza dos modelos, ou seja, a habilidade deles em prever as condições climáticas para esta época do ano, não é alta para o Espírito Santo, em específico. Este fato implica em uma baixa previsibilidade em relação à qualidade do regime de chuvas esperada para o próximo trimestre (MAM/2016). Em relação às temperaturas, a previsão se mantém, ou seja, ainda esperamos mais calor que o normal, mas sem picos tão extremos quanto aqueles observados em fevereiro de 2016.

 

Segundo o GTPCS/MCTI, é importante mencionar que o fenômeno ENOS (El Niño Oscilação-Sul), embora com previsão de gradual declínio para uma condição de neutralidade até meados de 2016, ainda pode contribuir para a diminuição das chuvas nas Regiões Norte e Nordeste do Brasil, prolongando a condição de estiagem estabelecida nos últimos quatro anos. No decorrer do referido trimestre, a previsão por consenso indica maior probabilidade de temperaturas acima da média em todo o País. O atual fenômeno El Niño deve perder força durante o outono de 2016. No ES, o fenômeno não exerce influência direta no período chuvoso. Com relação às temperaturas, estas apresentam um moderado aumento em todo o estado, quando o El Niño atua.

 

 

A previsão climática apenas aponta tendências para um determinado período (um mês, uma estação), focando na qualidade do regime de chuva e anomalias de temperatura. Eventos extremos de chuva, vento, frio ou calor só podem ser previstos com alguns dias de antencedência ou, dependendo de sua intensidade/deslocamento, poucas horas ou minutos. A atualização da previsão de temperatura e tempo, assim como avisos meteorológicos especiais, quando é o caso, podem ser acessados em nossa página inicial:

 

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(19/02/2016 16:55h) - Fim de semana com predomínio de tempo abafado na maior parte do Espírito Santo - As circulações de brisa intensificam a instabilidade que avança do mar, a partir do domingo.

 

Temperatura

 

Os termômetros continuam marcando mais de 35 °C de temperatura máxima na maior parte do estado, durante o final de semana. O vento começa a mudar de direção do domingo (21) para a segunda-feira (22), diminuindo um pouco o abafamento no litoral capixaba no início da próxima semana, que deve ter máximas de 32-33 °C. Volta a esquentar bastante no fim de semana.

 

Tempo

 

A instabilidade marítima deve ser reforçada pelas circulações de brisa, especialmente entre o domingo e a quarta-feira (24).

 

A chuva deve ser mais frequente na Região Nordeste, mas não vem com volume significativo.

 

Os detalhes e atualizações da previsão de tempo e vários outros dados sobre o tempo e clima de sua região podem ser acessados em nossa página inicial:

 

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(15/02/2016 10:45h) - Semana seca e quente na maior parte do Espírito Santo - Só algumas áreas altas do Sul e da Região Serrana terão pancadas rápidas e isoladas de chuva.

 

Temperatura

 

Os ventos de norte ligados à circulação de um sistema de alta pressão trazem ar mais quente para o estado, fazendo a temperatura aumentar. Ao longo desta semana, as temperaturas máximas (aquelas que ocorrem, na maioria das vezes, à tarde) chegam perto dos 40 °C em alguns trechos do Noroeste, extremo norte e vales do Sul do estado.

 

As previsões de médio prazo não são muito animadoras. Tendências iniciais sugerem que a maior parte do estado não deve ter um alívio significativo do calor durante esta segunda quinzena de fevereiro.

 

Tempo

 

Durante esta semana, apenas algumas áreas do sul serrano, do oeste serrano e também do Caparaó devem ter alguma pancada de chuva durante os fins de tarde ou inícios de noite. Isso não significa que vai fazer menos calor nestas áreas. Pelo contrário, o ar vai continuar bem abafado, com predomínio de sol.

 

Nas demais áreas do estado, o sol também predomina e não chove. O vento pode soprar de moderado a forte no final dos próximos dias no litoral sul e metropolitano. No litoral norte, vento moderado.

 

De maneira geral, fevereiro é o mês mais quente do ano no Espírito Santo, apesar de registrar bem menos recordes de temperatura que aqueles observados normalmente durante a primavera e também em janeiro.

 

Os detalhes e atualizações da previsão de tempo e vários outros dados sobre o tempo e clima de sua região podem ser acessados em nossa página inicial:

 

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(01/02/2016 10:45h) - Fevereiro começa quente na maior parte do estado - Apenas as montanhas capixabas podem ter algumas pancadas de chuva durante as tardes dos próximos dias.

 

Calor

 

Nesta primeira semana de fevereiro, pelo menos, as temperaturas máximas (aquelas que ocorrem normalmente durante o período da tarde) devem alcançar a casa dos 38 °C nas cidades situadas no vale do Itapemirim e Itabapoana, na Região Sul do estado. O ar deve ficar abafado também na Região Noroeste, com máximas em torno dos 36 °C.

 

As áreas mais quentes da Grande Vitória, isto é, as localidades menos próximas do mar, devem registrar até 35 °C. A Serrana pode ter termômetros marcando até 32 °C nas áreas menos elevadas e 30 °C nas mais altas.

 

Tempo

 

Nas áreas montanhosas da Serrana e Sul, assim como nos trechos de baixada que ficam bem próximos a elas, o efeito orográfico e pequenas perturbações no vento entre baixos e médios níveis provocam o aumento da instabilidade, gerando condições para pancadas de chuva entre a tarde e a noite do dia 02 (terça-feira) ao dia 04 (quinta-feira), pelo menos.

 

As demais áreas do Espírito Santo passam por dias secos, lembrando que fevereiro é o mês mais quente do ano no estado, em média, apesar de não ocorrerem recordes de temperatura, normalmente. As chuvas não acontecem por causa da atuação de um sistema de alta pressão, que deve atuar com seu centro bem próximo do estado a uma altitude de mais ou menos 5 km (médios níveis da troposfera) em relação ao nível médio do mar. Esse sistema só não consegue impedir a formação de nuvens de chuva em parte da Região Sul e na Região Serrana.

 

Mudanças mais significativas nas condições do tempo podem ocorrer depois do feriadão de carnaval. Acompanhe a atualização da previsão de temperatura e tempo para o estado em nossa página inicial:

 

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(29/01/2016 09:09h) - Carnaval de Vitória deve ter tempo firme - Pouca nebulosidade se forma sobre a capital do estado, durante este fim de semana.

 

Carnaval de Vitória

 

A previsão de tempo indica pouca formação de nuvens durante os desfiles que ocorrem neste fim de semana no Sambão do Povo. Não há expectativa de chuva nos desfiles de hoje (29) e a temperatura deve estar na casa dos 27 °C no início das festividades, diminuindo ao longo da madrugada (31) até os 25 °C. O problema é que o índice de calor (que é uma aproximação daquilo que sentimos na pele) deve ficar na casa dos 30 °C no início da festa, por causa da umidade muito elevada e vento fraco, sem considerar o aglomerado, que tende a aumentar sensivelmente a temperatura na região.

 

A previsão para os desfiles do sábado (30) não é muito diferente. Pouca nebulosidade aparece, não chove e faz calor. A noite começa com temperaturas da ordem de 27 °C e vai caindo até os 24 °C (madrugada do dia 31). O vento vai perdendo força ao longo dos desfiles e a umidade se mantém alta, aumentando o desconforto térmico dos foliões.

 

Primeiros dias de fevereiro

 

O tempo continua aberto durante os primeiros dias de fevereiro na Grande Vitória. Praticamente não deve chover nesta Região do estado durante a semana inicial do mês. As demais áreas do Espírito Santo também devem passar por dias secos e quentes, lembrando que fevereiro é o mês mais quente do ano no estado, em média, apesar de não ocorrerem recordes de temperatura, normalmente. As chuvas não acontecem por causa da atuação de um sistema de alta pressão, que deve atuar com seu centro bem próximo do estado a uma altitude de mais ou menos 5 km (médios níveis da troposfera) em relação ao nível médio do mar.

 

A atualização da previsão de temperatura e tempo, assim como avisos meteorológicos especiais, quando é o caso, podem ser acessados em nossa página inicial:

 

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(26/01/2016 09:23h) - Atualização da Previsão Climática para o Espírito Santo - Saiba o resultado da previsão climática realizada pelos centros nacionais de meteorologia e pelo Incaper.

 

Fevereiro a abril - O que é normal?

 

Normalmente, fevereiro marca uma "quebra" no período de chuvas, com uma diminuição relativa delas em tal mês, especialmente no litoral do estado. Março fecha o ciclo com as últimas chuvas significativas do período chuvoso sobre o Espírito Santo. Abril marca a transição do período chuvoso para o seco, mas ainda chove mais que fevereiro no litoral do estado, só que bem menos no lado oeste capixaba.

 

Durante fevereiro e março, ainda ocorrem evoluções rápidas nas condições do tempo causadas principalmente pela instabilidade termodinâmica (alta taxa de umidade e forte aquecimento diurno), que favorece a formação de nuvens convectivas (grandes verticalmente), ocasionando as chuvas de forte intensidade num curto período de tempo. Estas chuvas ocorrem normalmente no período da tarde, geralmente acompanhadas de trovoadas e rajadas de vento, sendo mais comuns na Região Serrana e Sul e menos frequentes no litoral. Abril normalmente vê menos esse tipo de chuva.

 

A diminuição das chuvas durante fevereiro pode ser explicada, em parte, pela aproximação e intensificação do anticiclone subtropical, situação que dificulta a atuação dos sistemas meteorológicos causadores de chuva. Em média, fevereiro é o mês mais quente do ano no Espírito Santo, apesar de dificilmente ocorrerem recordes de temperatura. Março geralmente é marcado por chuvas ligadas às frentes semi-estacionárias e também algumas zonas de convergência de umidade, que muitas vezes provocam chuva volumosa. É observada uma grande diminuição das chuvas durante abril, especialmente na região Noroeste. Na faixa leste, no entanto, a chuva é até mais significativa que em fevereiro. Essa chuva mais volumosa no litoral em abril pode ser explicada pelo aumento na frequência de passagens de frentes frias durante o mês.

 

Previsão Climática para fevereiro-março-abril

 

A previsão climática por consenso para o trimestre fevereiro-março-abril de 2016 (FMA/2016) elaborada pelo Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (GTPCS/MCTI), com a colaboração de meteorologistas do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) e Centros Estaduais de Meteorologia, baseia-se na análise diagnóstica das condições oceânicas e atmosféricas globais e nos prognósticos de modelos dinâmicos e estatísticos de previsão climática sazonal.

 

A última previsão climática, prognóstico para FMA/2016, foi realizada no dia 19 de janeiro de 2016 e indicou que, na maior parte das Regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, incluindo o Espírito Santo, a distribuição de probabilidade de chuva deve ser a mesma para as três categorias oriundas da metodologia utilizada na previsão, que são "acima", "abaixo" e "dentro da média" climatológica (figura 1). A equipe de previsão climática chegou a esta conclusão devido à baixa previsibilidade dos modelos matemáticos de previsão climática para estas áreas do país.

 

A previsão por consenso indica temperaturas mais altas que o normal na maior parte do Brasil, com exceção da região Sul, onde os valores devem ficar próximos do normal ou um pouco acima do esperado. Para a Região Sudeste, especificamente, a previsão é a seguinte:

 


Chuva - maior probabilidade na categoria acima da faixa normal na divisa de SP com o PR. Nas demais áreas, a previsão indica igual probabilidade para as três categorias (sem previsão)   
Temperatura - acima da normal climatológica em toda a Região

 

Figura 1 - Previsão probabilística (em tercis) por consenso do total de chuva no período de fevereiro a abril de 2016. Fonte: GTPCS/MCTI.

 

Baseando-se nessa previsão do MCTI e em sua própria análise para o Espírito Santo, a equipe do Sistema de Informações Meteorológicas do Incaper observou várias inconsistências/divergências entre os modelos de previsão de clima (baixa destreza na previsão para o Espírito Santo). No entanto, a disparidade foi menor que aquela observada na elaboração da previsão para o verão 2016 e a previsão específica para janeiro, quando os modelos climáticos estavam muito divididos (parte deles previa chuva acima e outra parte, abaixo do normal climatológica). Desta vez, pelo menos, os modelos convergem para a previsão de chuva próxima do normal no Espírito Santo. Contudo, a destreza dos modelos, ou seja, a habilidade deles em prever as condições climáticas para esta época do ano, não é alta para o Espírito Santo, em específico. Este fato implica em uma baixa previsibilidade em relação à qualidade do regime de chuvas esperada para o próximo trimestre (FMA/2016).

 

Ainda assim, é possível concluirmos que, pelo menos para fevereiro, as condições atmosféricas indicam que o mês terá condições de tempo típicas. Lembrando que, conforme descrito no início deste texto, fevereiro marca uma "quebra" no período chuvoso do estado, uma vez que a crista (prolongamento de alta pressão) ligada à Alta Subtropical do Atlântico Sul se aproxima do estado. Chove menos em fevereiro que em janeiro, março e abril, por exemplo. A diferença chega a 40-50 mm. Teoricamente, pode-se dizer que fevereiro nem faz parte do período chuvoso capixaba, pelo menos na faixa leste capixaba, já que algumas pancadas de chuva ainda persistem sobre a Região Serrana e divisa com MG. Em relação às temperaturas, a previsão se mantém, ou seja, ainda esperamos mais calor que o normal, mas nada comparado aos 5 °C acima da média observados em alguns momentos da primavera 2015.

 

Durante as últimas semanas, as anomalias da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) têm diminuído na parte central e leste do Oceano Pacífico Equatorial. O atual fenômeno El Niño deve persistir ao longo do verão, mas deve perder força durante o outono de 2016. No ES, o fenômeno não exerce influência direta no período chuvoso, não havendo alteração no padrão característico de chuvas no estado, isto é, a chuva pode ficar acima ou abaixo do esperado, com ou sem a atuação do fenômeno, ou até intercalar, como notamos ultimamente: primavera 2015 seca e início do verão 2016, chuvoso. O verão 2015 seria outro exemplo, pois ele foi extremamente seco, mas sem atuação de El Niño ou La Niña. Com relação às temperaturas, estas apresentam um moderado aumento em todo o estado, quando o El Niño atua.

 

 

A previsão climática apenas aponta tendências para um determinado período (um mês, uma estação), focando na qualidade do regime de chuva e anomalias de temperatura. Eventos extremos de chuva, vento, frio ou calor só podem ser previstos com alguns dias de antencedência ou, dependendo de sua intensidade/deslocamento, poucas horas ou minutos. A atualização da previsão de temperatura e tempo, assim como avisos meteorológicos especiais, quando é o caso, podem ser acessados em nossa página inicial:

 

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A previsibilidade dos modelos de previsão climática pode melhorar ao longo da estação. Sendo assim, recomendamos o acompanhamento das atualizações da previsão climática durante os próximos meses.

 

(18/01/2016 16:06h) - Chuvas frequentes no estado - A ZCAS continua atuando sobre o ES durante os proximos dias

 

Volume de chuva

 

Nas últimas 96h, os maiores valores de chuva foram observados entre a Região Serrana e a Grande Vitória. A região de São Luis, em Santa Maria de Jetibá, acumulou 156 mm, neste período. Em Serra Pelada, Afonso Cláudio, o valor foi de 121 mm. Na Grande Vitória, o maior acumulado, até o momento, ocorreu no bairro Maracanã, em Cariacica. De maneira geral, a Serrana capixaba recebeu mais de 80 mm nos últimos quatro dias. A Grande Vitória acumulou mais de 40 mm na maioria dos bairros do perímetro metropolitano. Em suma, esses valores somados ao acumulado de chuva ocorrida desde o primeiro dia de janeiro já correspondem a cerca de 75% da precipitação esperada para o mês. Mais uns 50 mm e muitas áreas destas regiões já terão alcançado a média histórica.

 

Essa estatística também vale para a Região Sul, que registrou por volta de 40-50 mm, mas já acumula cerca de 130-150 mm no mês. A Região Noroeste recebeu por volta dos 40 mm, nos últimos dias. O setor Nordeste acumulou menos: entre 10 e 20 mm. Isto significa que ainda precisa chover um pouco mais na metade norte para que a média do mês seja alcançada. Quanto a isto, as notícias são boas.

 

A ZCAS persiste

 

O episódio de Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que não atuou sobre o Espírito Santo em 2015, previsto na semana passada, persiste e continua provocando chuvas regulares e bem distribuídas ao longo dos próximos dias em todo o estado.

 

O abafamento diminuiu na maioria das regiões capixabas e o forte calor que persistiu durante a semana passada não volta, por enquanto.

 

O sistema provoca chuvas em diferentes horários e em diferentes regiões durante esta semana, podendo persistir ainda durante o início da semana que vem. A chuva pode ter instensidade moderada em alguns períodos, passando a forte em certos momentos. Isso vai variar conforme a região do estado e o dia em questão. Algum detalhamento a este respeito pode ser encontrado na previsão por região na nossa página:

http://hidrometeorologia.incaper.es.gov.br

 

(15/01/2016 10:15h) - Recorde de madrugada mais quente do ano em Vitória - A ZCAS pode provocar chuvas significativas no fim de semana

 

Recorde de madrugada mais quente do ano na capital

 

A estação automática do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) registrou temperatura mínima de 27,1 °C na madrugada desta sexta-feira (15). O índice de calor foi de 29,5 °C . Esta foi a madrugada mais quente registrada na estação, localizada em Goiabeiras, desde sua fundação (em 2007). A estação do aeroporto registrou mais calor: foram desconfortáveis 28 °C de temperatura mínima.

 

O tempo abafado ao longo da última madrugada foi decorrente da umidade muito elevada e céu nublado, além do transporte contínuo de ar quente vindo com os ventos de norte/noroeste. A nebulosidade funciona como um cobertor, aquecendo o ar por baixo ao impedir que o calor acumulado durante o dia anterior escape para o espaço. A temperatura máxima em Vitória foi de 35,8 °C (estação automática do INMET), ontem (14). O recorde deste ano ainda é do dia primeiro: 36,1 °C.

 

A previsão ainda é de tempo bem abafado, hoje. A máxima pode alcançar os 36 °C em Vitória, novamente.

 

ZCAS muda o tempo

 

Um episódio de Zona de Convergência do Atlântico Sul, que não atuou sobre o Espírito Santo em 2015, deve provocar chuvas mais regulares e bem distribuídas ao longo dos próximos dias em todo o estado. A chuva prevista para hoje em algumas regiões capixabas não deve ser muito significativa. Não há previsão de chuva para a Grande Vitória e litoral norte. A chuva cai de forma isolada nas demais áreas do centro-norte. A Região Sul e a Serrana podem ter um pouco mais de chuva.

 

Amanhã (16), a ZCAS passa a atuar diretamente sobre o estado, provocando pancadas de chuva. Antes das pancadas, não se descarta rajadas de vento em alguns trechos do estado, algo típico deste tipo de chuva. Também é normal que a chuva seja forte em alguns pontos, mesmo que rápida. Por ora, não há expectativa de precipitação excessivamente volumosa. Nos dias seguintes o calor diminui e deve chover de forma ocaisonal em praticamente todo o estado.

 

Os detalhes e a atualização da previsão de temperatura e tempo, assim como avisos meteorológicos especiais, quando é o caso, podem ser acessados em nossa página inicial:

 

http://hidrometeorologia.incaper.es.gov.br

 

(04/01/2016 13:29h) - Semana de temperaturas agradáveis na maior parte do Espírito Santo - Os dois primeiros dias de 2016 foram quentes... E muito!

 

Comecinho de ano

 

A condição de tempo não decepcionou. A virada foi de poucas nuvens e tempo abafado em todo o estado. E 2016 chegou já quente, muito quente. Marilândia, situada no Noroeste do Espírito Santo, vizinha à Colatina, registrou a maior temperatura máxima da série histórica da estação meteorológica convencional do Instituto Nacional de Meteorologia, que data de 1976. A estação automática do Incaper, que está no mesmo local, registrou 42,3 °C no dia 02/01/2016 (sábado). O último recorde era de outubro de 2012, quando os termômetros haviam marcado 41,6 °C.

 

Frente fria muda o tempo

 

Ainda no fim do dia 02 uma frente fria se deslocou lentamente para o litoral sul capixaba, provocando pancadas de chuva na metade sul do estado entre a tarde e noite. A chuva alcançou o vale do Rio Doce no período noturno. O domingo (03) começou já com tempo carregado em todas as regiões capixabas, que tiveram chuvas ente a tarde e a noite. Algumas cidades acumularam mais de 50 mm. A temperatura diminuiu bastante na metade sul. O norte ainda permaneceu quente.

 

Hoje (04), a frente já pode ser classificada como semi-estacionária. o sistema está na altura da Bahia e litoral norte do Espírito Santo, mantendo o tempo instável na maior parte do território capixaba. Mais aberturas de sol estão ocorrendo no litoral. Chove ocasionalmente na maioria das regiões. A temperatura segue agradável na maioria das regiões, inclusive no norte capixaba, que há vários dias não tinha uma trégua do calor e tempo seco.

 

 

As temperaturas voltam a subir significativamente já no fim de semana, especialmente na metade norte e nas baixadas da Região Sul. Os detalhes e a atualização da previsão de temperatura e tempo, assim como avisos meteorológicos especiais, quando é o caso, podem ser acessados em nossa página inicial:

 

http://hidrometeorologia.incaper.es.gov.br

 

 

Elaborado pela Equipe do Sistema de Informações Meteorológicas do Incaper.


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